sábado, 17 de dezembro de 2011

A Janela


A vida passa;
Na minha janela;
Ás vezes ela se fecha;
Em outros momentos ela se abre;
No momento em que está fechada;
É quando me sinto mais triste;
Mas volto a sorrir quando ela se abre;
Posso sentir o calor do sol da manhã;
E contemplar o balanço das folhas das árvores;
Na rua garotos jogam futebol;
Os passarinhos quase já não aparecem;
As árvores também já não são muitas;
Mas as que restaram me servem de inspiração quando estou na janela;
O vento me leva e me traz, feito o balanço das folhas das árvores;
Que saem voando com qualquer brisa;
A mesma brisa que sopra a noite na minha janela;
A vida passa;
Janelas se fecham;
Janelas se abrem.

Com a gratidão de sempre,
Edinaldo Abel


2 comentários:

ernani-fotografias disse...

Edinaldo, muito bem elaborada sua poesia "A Janela", gostei muito.
O poeta está se referindo dele mesmo, ou de outra pessoa? - Na janela da vida, dificilmente as coisas se repetem, são como águas passadas por baixo de uma ponte, ou de um moinho.
Nunca mais aquela água passará por aquele mesmo lugar.
Muito linda e parabéns.
Abraços do amigo Ernani

Edinaldo Abel disse...

Olá Meu amigo Ernani, em "A Janela" tem um pouco de mim, mas também tem muito de todas as pessoas, pois na vida é assim: Janelas se fecham, janelas se abrem. Muito obrigado pelo seu comentário e pelas suas visitas. Abraço do amigo Edinaldo.

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